quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

CORPO DOCENTE DE PROFESSORES DO GRUPO “ISABEL BRANCO”, DA DÉCADA DE 1950/60

É importante registrar que essas senhoras “Professoras”, de alguma forma moldaram ou lapidaram os jovens da época, transmitindo conhecimento nas mais diferentes áreas, sofrendo com as dificuldades para formação para preencher as exigências de qualificação, enfrentando as limitadas estruturas físicas, e falta de materiais didáticos, uma clientela desnutrida, desestruturada socialmente,  reconhecendo que não existe heterogeneidade, e que todo humano estão sujeitos ao constructo histórico da época e do meio cultural em que vive, tendo concernir com as singularidades, particularidades, especificidades, sensibilidades, de cada aluno.

 "Só morre de verdade quem nunca mais é lembrado" Leo Batista.


Sentada da Esq. para Direita
1 – Helena Lopes
2 – Eny Machado Faria
3 – Maria José Fonseca
4 - Otília Souza Pinto
5 – Norma Rocha
6 – Isabel Costa Axt.
7 – Zélia Branco Carneiro
8 – Edy Machado Faria

Em pé da Esq. para Direita.
1 – Neusa Moreira
2 – Francisca Maccagnanni Carazzai
3 – Mercedes Valença
4 – Rilda Lopes
5 – Hélia Branco Carneiro
6 – Alice Valença
7 – Beatriz Sampaio


domingo, 22 de dezembro de 2024

ALUNOS FORMANDOS DE 1962 – COLÉGIO MOISÉS LUPION

 

Acervo: Rosemari Soares Lopes.

 

Sentados da esq. Para direita.
1 – Ismênia Jorge Cunha
2 – Iracema Rocha Pedroso
3 – Carmem Lúcia Medeiros
4 – Sofia Brugeff
5 – Adélia Sartori Mendes
6 – Maria Inês Amaral Delgado
7 – Rosilda Guerke
8 – Neusa Maria Hyczy da Costa
9 – Geni Sandrini
10 – Maria Lúcia Azevedo
11 – Rosemari Soares Lopes
 
Em pé da esq. Para direita.
1 – Ademar Laureano
2 – Arioswaldo Ziemer da Cruz
3 – Donato Carlos Magno Neto
4 – Odilon Simpinski
5 – Geraldo Aparecido Sandrini
6 – Dr. Michael Wharhaftig – Patrono
7 – Prof. Antônio Nicolas – Paraninfo
8 – Prof. Jurandir Côrrea Salles
9 – José Carlos Carpinelli
10 – João Carlos de Oliveira Ribas
11 – João Antônio Santos Lima
12 – Albano Ferreira de Barros.

LUIS MESQUITA DE OLIVEIRA – LUISINHO, JAGUARIAÍVENSE DEGENERADO?

 



Revista – Brasil na Copa do Mundo – 198 fotos contam a história do futebol brasileiro nas Copas de 1930 a 1966, Editorial Bruguera Ltda. Rio, GB, 1966, 42 pag.

Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira), ponta direita. Participou também da Copa de 1938. Nascido no Rio de Janeiro, revelou-se para o futebol em São Paulo. Começou atuando no C. A. Paulistano e depois no S. Paulo F. C., passando pelo Palmeiras. Pg. 11.

 

Jogou no São Paulo da Floresta durante quase toda a existência do clube, de 1930 a 1934. Luisinho ajudou o precursor do Tricolor a se firmar no meio dos times grandes. Além de conquistar o Campeonato Paulista de 1931, o time ainda foi vice-campeão em 1930, 1932, 1933 e 1934.



Luís Mesquita de Oliveira ou simplesmente Luís Mesquita ou ainda Luisinho, (Rio de Janeiro29 de março de 1911 — São Paulo27 de dezembro de 1983), foi um futebolista brasileiro que atuou como atacante.

CARREIRA

Embora carioca, Luisinho fez carreira no futebol de São Paulo. Começou no Anglo-Brasileiro, em 1928, onde ficou até o ano seguinte, quando também assinou com o Paulistano.

Fez parte do primeiro elenco do São Paulo, onde ficou entre 1930 e 1934. Após a breve extinção desse clube, foi atuar pelo Clube Atlético Estudantes de São Paulo (clube criado por antigos membros do São Paulo), em 1935, inclusive com status de jogador da seleção brasileira, pois havia sido convocado para a Copa do Mundo de 1934.[2]

Em 1936, iniciou sua trajetória no Palestra Itália (atual Palmeiras), onde ficaria até 1940. Novamente, foi convocado para a Copa do Mundo, em 1938.

Em 1941, retornou ao São Paulo, ficando até 1946, ano em que encerrou sua carreira. Pelo Tricolor, Luisinho conquistou quatro títulos estaduais. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Mesquita_(futebolista)>, Acesso em 04 dez 2924.

Alfredo Cardoso “Do meu cantinho”, em seu artigo de 1938, “Paranaenses degenerados”, adjetiva o jogador Luisinho da Seleção Brasileira que jogou na Copa do Mundo na França, como um dos degenerados referenciados ao longo de sua produção textual, o autor afirma que ele é natural de Jaguariaíva.

Quem não tem orgulho de ter nascido nesta bela cidade de Curitiba, ou mesmo ter nascido neste Estado do Paraná, o mais novo dos estados da confederação e o qual Deus está lhe reservando um destino glorioso?

Quem não tem orgulho de ter sido contemplado com uma dádiva divina de ter tido por berço uma cidade como a nossa das mais belas e mais puras da União Brasileira?

Estado novo ainda, mas de um grande futuro. Belas moças, homens de raça varonil e forte, onde em suas faces se lê a punica saúde. Homens e moças filhos da caldeação de raças boas, ordeiras e laboriosas.

Estado da federação que tem dado homens de valor em todos os ramos da atividade humana. Poeta, homens de letras, músicos, pintores, jornalistas, políticos, oradores, eclesiásticos, etc.

Os nossos filhos desde o grande homem até o pequeno esportista têm feito brilhar em leiras de ouro o nome do Paraná os grande constelação de astros do Brasil. Pois bem meus amigos, existem paranaenses que tem vergonha de dizer que são filhos do Paraná.

Luizinho, o grande jogador do cartel internacional que vai a Europa defender o pavilhão brasileiro no certame do mundo, é nascido em Jaguariaíva, é filho de Ernesto de Oliveira, o nosso grande poeta paranaense. Pois bem, Luizinho diz em alta voz que é paulista como se nossa gente nada vale-se frente aos filhos da terra das Esmeraldas, esse mau filho se jata de paulista como se nossa terra lhe envergonha-se. Outro mau paranaense é Carlos, o atacante número um do Estudante que nasceu na Lapa, na legendaria Lapa que sérvio de reduto as pretensões dos gaúchos.

Lapa, Cidade conhecida no mundo inteiro pelo grande feito cognominada de legendaria; no entanto um seu filho que devia se orgulhar de ter nascido nessa cidade de Titans, nega como São Pedro negou Jesus na hora fatal. A isso eu chamo o beijo de Judas e esses filhos desta terra gloriosa que negam a sua paternidade são indignos de serem brasileiros, porque cada parcela de nossa terra é sagrada para nós, e Carlos é filho da Lapa e filho também de Ernesto de Oliveira que com orgulho dizia em alto e bom som que era filho desta grande terra bela e pura.

Fica aqui consignado o meu desgosto, porque eu nunca negaria em qualquer parte do mundo a minha Pátria e o meu rincão nem que nascesse na Lacedemônia. Referência, HBN-1938-Elbe Lauro Pospissil.

O local onde o humano é parido é especificado como naturalidade, esse sentimento passou a ser percebido com a Revolução Francesa (1789), que gerou a instituição nação, composta por três elementos, a saber: área territorial definida; contendo minerais e vegetais para suprir as necessidades da sua população e a língua falada como meio de socialização interna,  surgindo assim o sentimento de pertencimento, que está condicionado em ser aceito e reconhecido, por esta comunidade, além de ser ouvido e desejado.

A notoriedade dos selecionados representava para o Estado cedente, externava a sua superioridade perante os outros entes federativos, como destaque esportivo selecionado à nação brasileira, pode ter sido o fator do registro em outro lugar.  

Observação: Foram realizadas pesquisas no Cartório Civil em Jaguariaíva, não foi encontrado   seu registro de nascimento.

Quanto a falta do registro de nascimento, isso era comum, entre uns dos motivos era a falta de pecúlios dos pais para realizá-lo.  

Para precisar com maior clareza a naturalidade do jogador Luisinho, será necessário retirar a Certidão de Nascimento no local, onde ele foi registrado, para verificação a data de emissão desse registro.

sábado, 21 de dezembro de 2024

O CONCURSO DE BELEZA EM JAGUARIAÍVA – 1930

 Concurso de beleza realizado em Jaguariaíva, por João Cruz, Diretor do Jornal Semanário A Cidade, em abril de 1930, teve como vencedora a Srta. Maria Nuncia Cunha, com 227 votos, filha Cel. Capistrano Cunha, ficando em segundo lugar a Srta. Dinorah Camargo Turek, com 117 votos, professora efetiva do Grupo Escolar “Isabel Branco”, filha Miguel Turek, engenheiro - arquiteto Referência: HBN-1930, João Sampaio.

Srta. Maria Nuncia Cunha.


Srta. Dinorah Camargo Turek.


OBS: Caso alguém que visualize a imagem e tenha mais informações, será bem vinda.

 Caso seja reproduzido que seja fiel aos dados e referências. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

BODAS DE OURO DO CASAL JÚLIO BUSI E TEREZA GALETTI – 12.04.1942

 


Registro iconográfico, de uma data significativa de relacionamento a dois, onde encontram os mais importantes dirigentes da Indústrias Matarazzo, e da Ferroviária.

Momentos de festividades familiar, ocasião em que os diferentes seguimentos da Indústria Matarazzo e Ferroviários, confraternizavam socialmente.

Local onde hoje fica a Ensino de Jovens e Adultos, (EJA). Identificação pela numeração – 1 – Clara Busi, 2 – Maria Vaz (Esposa de Francisco Vaz), 3 – Ana Uvo de Masi (Dona Ninha (Esposa de Pedro de Masi), 4 - .......... (Dona Negra), 5 – José Medeiros (Func. Matarazzo resp. pelo transporte de vagões frigorífico e gaiolas p/ suínos, 6 – Júlio Moreira (Agente de Estação; Eng. Prático-Ferroviário), 7 – Ludgero Pavão (Diretor do Matarazzo), 8 – Enzo Pecci (Chefe Escritório Matarazzo), 9 - Iran Moreira (Filho de Júlio Moreira), 10 – Virgínia Moreira (Esposa de Júlio Moreira), 11 – Flora Medeiros (Esposa de José Medeiros), 12 - .......... (Esposa Dr. Almir), 13 – Francisco Vaz (Chefe da Salgadeira do Matarazzo), 14 - .........., 15 - .........., 16 - ..........., (Dona Nini, Esposa Dr. Osvaldo Pereira de Souza), 17 – Dr. Almir (Chefe dos Veterinários), 18 – Dr. Osvaldo Pereira de Souza (Médico Veterinário), 19 – Rute Moreira (Filha de Júlio Moreira), 20 – Santo Scaciota (Gerente do Matarazzo), 21 - ..........., 22 - ...........

Acervo – Gualtiero Busi.

 

OBS: Caso alguém que visualize a imagem e tenha mais informações, será bem-vinda.

 

Caso seja reproduzido que seja fiel aos dados.

 

domingo, 3 de novembro de 2024

POSTO DE DESINFECÇÃO DE VAGÕES - Ministério da Agricultura Defesa Sanitária Animal.

 



Descrição da Foto – 1º plano.

1 - Casa das Bombas.

2 – Caixa d’água – 54 mil litros.

3 – Depósito de cal.

4 – Casa do Encarregado.

Muro do pátio de lavagem e desinfecção de vagões, com capacidade para 36 vagões (gaiolas) para transporte de gado bovino.

Este serviço era o Convênio que existia ente o Ministério da Agricultura e RVPSC.

Posto este montado pelo funcionário do Ministério da Agricultura em 1954, Sr. Geraldo Martinho Gaudêncio, que permaneceu como responsável até 1961.

OBS: Caso alguém que visualize a imagem e tenha mais informações, será bem-vinda

domingo, 20 de outubro de 2024

Casa e Armazém Sebastião Martins da Costa Passos - Bairro Cachoeira



Foto de 2004 -Casa e Armazém Bairro Cachoeira -  Sebastião Martins da Costa Passos, desc. Joraci Martins da Costa Passos.


sábado, 3 de agosto de 2024

No mês de agosto completara 11 anos da inauguração. FIEP – SESI – SENAI – IEL

Inaugurado em 15 de agosto de 2013.

Presidente do Sistema FIEP – Edson Campagnolo

Diretor Regional do SENAI no Paraná – Marco Antônio Areias Secco

Superintendente do SESI e IEL no Paraná – José Antônio Fares

Gerente das unidades de Telêmaco Borba e Jaguariaíva – Carlos Alberto Jakovacz

Prefeito de Jaguariaíva – Otélio Renato Baroni.

Registro fotográfico da Unidade do Sistema FIEP em Jaguariaíva.

Com foco em educação profissional e tecnologia industrial, a unidade apoia as indústrias para aprimorar o conhecimento e a capacitação além de contribuir para melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, seus familiares e comunidade em geral.














Relato histórico do Primeiro Festeiro

 

Empório Joaquim Ferreira Lobo Nenê. Ac. Marlene de Fátima Oliveira Ferreira.

Registro iconográfico dos primeiros anos do século XX, de propriedade do Sr. Joaquim Ferreira Lobo Nenê, prédio construído em alvenaria, constata o grande número de janelas em caixilho em madeira, com seis portas comerciais, as pessoas na frente do prédio estão com vestimenta de gala, induzindo que o registro fotográfico foi planejado, a cobertura do edifício com ponto alto, estilo europeu, coberto com telhas goivas, o registro demonstra a declividade do terreno, o prédio localizado na Rua do Comércio, a rua paralela segue para o chafariz, a construção em formado retangular, não apresenta molduras estéticas, seguindo a forma da época, com a finalidade útil.

Proprietário Joaquim Ferreira Lobo Nenê, 1º Festeiro da Grande e esplêndida Festa do Espirito Santo, de 19 de Janeiro de 1895, atividades religiosas do Espírito Santo, promovidas no período de 17 a 20 de janeiro de 1895.

Fez parte da Comissão Estadual em 1884, como vereador de Jaguariaíva, para o estudo do lançamento do Imposto Predial, hoje “IPTU”.

Em 1882, foi eleito vereador, com 20 votos. 

Em 1887, foi nomeado Inspetor Paroquial de Freguesia de Jaguariaíva.

Em 1887, exerceu a Presidência da Câmara Municipal de Jaguariaíva.

Em 1890, foi nomeado vogal da primeira Intendência do Município de Jaguariaíva.

Em 1893, toma posse como Inspetor Escolar.

Em 1901, exerceu o cargo de Deputado do Congresso do Estado do Paraná.

Em 1904, foi eleito Intendente da Câmara Municipal de Jaguariaíva

Em 1895, toma posse como Juiz Distrital.

Em 1905, deputado Estadual.

Faleceu em 8 de fevereiro de 1906.

Imagem do prédio dos anos1990. Ac. Marlene de Fátima Oliveira Ferreira.

 

Imagem atual do prédio, 02 de agosto de 2024.

Clube Recreativo Municipal, Dona Elvira Puglielli Xavier. Foto do autor.

Registro da Festa.

Jaguariaíva - Grande e esplêndida festa do Espirito Santo a 19 de Janeiro de 1895.

Programa:

Vésperas: - Novenas solenes com exposição do Santíssimo Sacramento.

Cavalhadas nos dias 17 e 18.

Ao Alvorecer dos dias 17, 18 e 19 grande alvoradas pela excelente banda de musica de Ponta Grossa, composta de 18 professores e regida pelo maestro Manoel Cyrilo.

Dia 19. Ao meio dia, missa cantada e sermão, oficiando dois sacerdotes.

Ás duas horas da tarde benção do império, depois de que grande e geral distribuição de bentinhos, finda a qual será oferecido profusamente chapagne aos circunstantes.

A’s 4 horas da tarde, procissão, á entrada da qual serão quiemados muitas gyrandolas e muitas baterias, pelo hábil pirotechnico Romualdo Chagas.

Á noite, grande leilão em benefício da festa, depois do que terá lugar grande baile.

Dia 20. Missa cantada em louvor de S. Sebastião, procissão, etc.

Jaguariaíva, 18 de novembro de 1894.

Os Festeiros: Joaquim Ferreira Lobo Nenê, Eduardo da S. Ribas.

O primeiro registro da data do Padroeiro que encontrei segue na discrição: “Espera-se que a festa do Padroeiro, á realizar-se no dia 6 de agosto de 1908, traga á nova cidade, ultimamente um tanto apática, animação e galhardia, própria dos centros prosperas”.

O Sr. Fileno Xavier da Silva, alertou para o vitral central da Matriz, que foi uma doação do Sr. Antônio Constâncio de Souza, seu nome está registrado na parte interna, que residiu e trabalhou como fiscal de renda em Jaguariaíva nos anos vinte. O vitral é o do Senhor Bom Jesus da Cana Verde.

 

 

 

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Imagens diversos assuntos, para serem contempladas e não vistas.


Nesta cerimônia todas as autoridades fazem presentes, Executivo, Judiciária, Legislativa, Policial, Militar, Eclesiástica, Cartorial, Econômica, menos o povo. 

















 

quinta-feira, 9 de maio de 2024

UM ESTABELECIMENTO QUE HONRA O PARANÁ. O FRIGORIFICO MATARAZZO, EM JAGUARIAIAHYVA, COMEÇOU A FUNCCIONAR.

 22 maio 1924
Fonte: BN-H-Caio Machado.

Fonte: BN-H-Caio Machado.

Fonte: BN-H-Caio Machado.

O estabelecimento é movido por motores electricos, alimentados por energia de producção própria, com o aproveitamento das cachoeiras do Rio Cavipary, mediante duas unidades hydroelectricas da capacidade de 215 kilowts-hora cada uma. As turbinas são de construção da Peltton Water Wheel Co. e os geradores electricos são de construcção da General Eletric Co. ambos americanos.

A água, que abastece as diversas dependências do frigorifico é captada no Ladeado do Capivary e levada a uma caixa em alvenaria da capacidade de 250 metros cúbicos.

O estabelecimento comprehende quatro edifícios principaes, a saber:

1º - um edifício térreo nas dimensões e metrs. 15,00 x 20,00 que constitue o Departamento de matança;

2º - um edifício térreo nas dimensões de mtrs. 15,00 x 12,00 que constitue a sala dos compressores dos frigoríficos.

3º - um edifício térreo nas dimensões de mtrs. 15,00 x 18,00 que constitue a officina Mechanica e a sala das Caldeiras;

4º - um edifício de treis andares nas dimensões de 35,00 x 20,00, contendo as cellas frigorificas, a elaboração das carnes, a graxaria e a defumação.

Departamento da matança – a secção de matança de bovinos está apparelahda com:

Uma gaiola de alçapão para abater as rezes e descarregar no recinto;

Um guindaste simples de fricção para suspender as rez e pendurar no trilho de sangrar.

Um trilho inclinado para sangrar a rez.

Um guindaste duplo de fricção para descer a rez antes de esfolar e suspender depois do esfolamento.

Um systema de trilhos suspensos para limpar, destripar, e esquartejar a rez.

Um eixo de transmissão para movimentar todos os apparelhos acima indicados. (Continua na 2ª pagina)

F – 2 – A secção de matança dos suínos esta aparelhada com:

Um elevador triangular continuo movido a correia para levantar os suínos, um trilho inclinado para sangrar o animal.

Um bacia para receber o sangue, munida de calha para escoar.

Uma bacia de escaldar mediante água aquecida com vapor directamente infectado.

Uma mesa gradeada para acabamento da limpeza dos animaes.

Um systema de trilhos suspensos para destripar, limpar e esquartejar.

Um eixo de transmissão para movimentar as machinas acima indicadas.

Todos os machinismos, apparelhos e apetrechos do departamento de matança são de construcção de firma The Brecht Cia de St. Louis Mo.

O movimento dos machinismos das duas secções de matança é fornecido por um motor electrico de 40 H.P. de construcção da firma General Electrico . Co. de Schenectady N. Y.

Como complemento a sala, e annexo ao mesmo edifício, foi construído um quarto especial para receber  e limpar as tripas, em dois andares, sendo que o superior serve de sala de trabalho, e o inferior ermeticamene fechado, e gurnecido com torneira de descarga, serve para receber os decttritos e as águas de lavagem.

Sala dos Compressores frigoríficos – Estão montadas duas instalações completas e independentes com capacidade para 120.000 frigoricosnora cada um e dispostas para trabalhar mediante circulação de salmoura refrigerada.

Estas instalações são de construcção da fabrica Italiana Soc. Anonyma Fondeiria del Pignone de Florença, e compõem-se cada uma de: Um compressor de amônia, um condensador a contra-corrente, um refrigerador de água salgada, e uma bomba de circulação da mesma. – Cada compressor é movimentada mediante eixo de transmissão, impulsionador por um motor electrico de 75 cavallos de construcção da firma Americana General Eletric. Co. de Schenectady.

Officina mecânica e sala de caldeiras – officina mecânica está aparelhada com os machinismos e utencílios usuaes para concertos, contendo um torno, uma limadora, uma machina de furar, uma forja, tornos de pancada para ajustar e para encanador, uma plaina para madeira, uma serra de fita para madeira. – Na sala das caldeiras estão montadas uma semi fixa Wolf de 40 cavallos constituindo pequena reserva e mais uma caldeira Cornualha com 60 metros quadrados de superfície de aquecimento para trabalhar com 100 libras de pressão.

Edifício do frigorifico e elaboração das carnes. – Pode-se considerar constituído por três blocos separados, um bloco central de 10.000 x 20.00 occupaddo nos três andares por cellas trigorificas; um bloco lateral de 10.00 x 10.00 occupado por elaboração das carnes para salchicharia, enxugamento de salame e deposito – e o bloco lateral, com dimensões de 15.00 x 20.00 occupado com sala de esquartejamento, graxaria, cella de defumação e dependências.

As cellas frigorificas do bloco central estão arranjadas nos dois andares superiores com doze linhas de trilhos suspensos e podem conter aproximadamente mil carcaças de suínos. – A refrigeração é feita mediante circulação de salmoura refrigerada contendo cada cella dois grupos de tubos de 2”, com um comprimento totol de 1.400 metros.

A cella da pavimentação térrea serve para salga das carnes e deposito. O bloco central destinado a elaboração das carnes, é ocupado na seguinte forma: o 2º, andar constitue câmara frigirifica para deposito e enxugamento dos salames, o andar térreo serve como depósito geral da expedição e o 1º andar é ocupado pelas machinas de salchicharia, consistindo em:

Uma machina para cortar de construcção da firma The Brecht, Cº.

Uma machina para cortar de construção da firma Alexanderwerck.

Uma machina para misturar de construcção da firma The Brect, Cº.

Uma machina para oicar as carnes.

Uma machina para encher com os respectivo compressor de ar, da mesma.

Mesas diversas para cortar as carnes e tirar os nervos.

Eixo de transmissão para movimentar as machinas.

Motor electrico de 40 cavallos de construcção da General Electric Cº.

O outro bloco lateral deve-se considerar como divididos em duas secções sendo uma secção para graxaria e outra para defumação das carnes.

A secção de graxaria está dividida do 2º, andar em duas salas, sendo um ocupada com mesas de esquartejamento e a outra com os autoclavos para derreter as gorduras. – Estes autoclavos são em número de seis, dos quaes um aparelho com grelha para cozimento dos ossos.

A capacidade do conjunto é aproximadamente 5,000 kilos de gorduras e o derretimento é feito mediante vapor directamente injecado, trabalhando a uma pressão de 45 libras.

No 1º andar estão colocados os tanques de recebimento das gorduras derretidas, os tanques de cantação das águas residuarias e os torresmos (Slush tanks).

Os tanques de recepção das gorduras estão ligados por encanamento levando o material na sala própria do andar térreo para ser recebido em tonneis ou latas para expedição.

O andar térreo estão montados duas pequenas prensas hydraylicas de gaiola e mais uma maior de pratos para receber e expremer os torresmos procedentes dos tanques de decantação; está montado também um seccador horizontal trabalhando no vácuo para seccar os torresmos, e mais um autoclave para derreter gorduras de animaes condenados.

Todos os apparelhos e machinismos desta secção são de construção da firma The Brecht Cº de St. Louis Mo., e são movimentados por transmissão e motor electrico de 20 H. P.

A defumação das carnes é constituída por quatro cellas occupando toda a altura do edifício, sendo a parte térrea destinada a câmara de fogo, e os dois pavimentos superiores para carregar as carnes na corrente da fumaça.

O estabelecimento pretende alcançar um matança máxima de 300 animaes suínos e 20 ou 30 bovinos por dias. Semestralmente, no período de safra será possível obter uma matança de 30.000 suinos e 1.500 bovinos. Fonte: BN-H-Caio Machado.

OBS: Ao reproduzir por gentileza ético cite a fonte.