
Empório
Joaquim Ferreira Lobo Nenê. Ac.
Marlene de Fátima Oliveira Ferreira.
Registro
iconográfico dos primeiros anos do século XX, de propriedade do Sr. Joaquim
Ferreira Lobo Nenê, prédio construído em alvenaria, constata o grande número de
janelas em caixilho em madeira, com seis portas comerciais, as pessoas na
frente do prédio estão com vestimenta de gala, induzindo que o registro
fotográfico foi planejado, a cobertura do edifício com ponto alto, estilo
europeu, coberto com telhas goivas, o registro demonstra a declividade do
terreno, o prédio localizado na Rua do Comércio, a rua paralela segue para o
chafariz, a construção em formado retangular, não apresenta molduras estéticas,
seguindo a forma da época, com a finalidade útil.
Proprietário
Joaquim Ferreira Lobo Nenê, 1º Festeiro da Grande e esplêndida Festa do
Espirito Santo, de 19 de Janeiro de 1895, atividades religiosas do Espírito
Santo, promovidas no período de 17 a 20 de janeiro de 1895.
Fez
parte da Comissão Estadual em 1884, como vereador de Jaguariaíva, para o estudo
do lançamento do Imposto Predial, hoje “IPTU”.
Em
1882, foi eleito vereador, com 20 votos.
Em
1887, foi nomeado Inspetor Paroquial de Freguesia de Jaguariaíva.
Em
1887, exerceu a Presidência da Câmara Municipal de Jaguariaíva.
Em
1890, foi nomeado vogal da primeira Intendência do Município de Jaguariaíva.
Em
1893, toma posse como Inspetor Escolar.
Em
1901, exerceu o cargo de Deputado do Congresso do Estado do Paraná.
Em
1904, foi eleito Intendente da Câmara Municipal de Jaguariaíva
Em
1895, toma posse como Juiz Distrital.
Em
1905, deputado Estadual.
Faleceu
em 8 de fevereiro de 1906.

Imagem
do prédio dos anos1990. Ac.
Marlene de Fátima Oliveira Ferreira.
Imagem
atual do prédio, 02 de agosto de 2024.
Clube
Recreativo Municipal, Dona Elvira Puglielli Xavier. Foto
do autor.
Registro
da Festa.
Jaguariaíva
- Grande e esplêndida festa do Espirito Santo a 19 de Janeiro de 1895.
Programa:
Vésperas:
- Novenas solenes com exposição do Santíssimo Sacramento.
Cavalhadas
nos dias 17 e 18.
Ao
Alvorecer dos dias 17, 18 e 19 grande alvoradas pela excelente banda de musica
de Ponta Grossa, composta de 18 professores e regida pelo maestro Manoel
Cyrilo.
Dia
19. Ao meio dia, missa cantada e sermão, oficiando dois sacerdotes.
Ás
duas horas da tarde benção do império, depois de que grande e geral
distribuição de bentinhos, finda a qual será oferecido profusamente chapagne
aos circunstantes.
A’s
4 horas da tarde, procissão, á entrada da qual serão quiemados muitas
gyrandolas e muitas baterias, pelo hábil pirotechnico Romualdo Chagas.
Á
noite, grande leilão em benefício da festa, depois do que terá lugar grande
baile.
Dia
20. Missa cantada em louvor de S. Sebastião, procissão, etc.
Jaguariaíva,
18 de novembro de 1894.
Os
Festeiros: Joaquim Ferreira Lobo Nenê, Eduardo da S. Ribas.
O
primeiro registro da data do Padroeiro que encontrei segue na discrição: “Espera-se
que a festa do Padroeiro, á realizar-se no dia 6 de agosto de 1908, traga á
nova cidade, ultimamente um tanto apática, animação e galhardia, própria dos
centros prosperas”.
O
Sr. Fileno Xavier da Silva, alertou para o vitral central da Matriz, que foi
uma doação do Sr. Antônio Constâncio de Souza, seu nome está registrado na
parte interna, que residiu e trabalhou como fiscal de renda em Jaguariaíva nos
anos vinte. O vitral é o do Senhor Bom Jesus da Cana Verde.