sábado, 14 de julho de 2018

FONTES ICONOGRÁFICAS DO TCC


Boa noite amigos.

Por motivo de regras específicas da orientação do TCC, e a limitação natural de conteúdo do trabalho, este estava alicerçado na pesquisa bibliográfica e documental, não sendo possível ilustrar com documentos iconográficos.

Por esse motivo, compartilho aqui parte do material reunido durante todo o período de pesquisa e desenvolvimento do trabalho, especialmente para os apreciadores da história de Jaguariaíva, em material fotográfico, de diversas pessoas que contribuíram disponibilizando de seus acervos, descritivo da espacialidade onde foram instaladas as Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH, na temporalidade de 1921 a 1953.

Localização do município de Jaguariaíva no mapa político Estado do Paraná.

Planta em que IRFM pede à 3ª Residência, autorização implantar duto de passagem de água sob o leito da estrada de ferro no trecho Itararé – Uruguai, mais especificamente no quilômetro 96+312m nas proximidades da estação ferroviária de Jaguariaíva. Na planta consta curso do rio Capivari, localização da Usina Velha, traçado da linha de transmissão de energia para a fábrica, o traçado da linha férrea e na parte inferior esquerda a representação da ponte sobre o rio Jaguariaíva.
Mapa Geopolítico da Ocupação territorial do Estado do Paraná de 1921, nesta temporalidade o Paraná contava com uma população de 685.711 habitantes, distribuída em 43 municípios.
O Croqui acima representa o entorno da cidade de Jaguariaíva/PR mostrando a interrelação da área urbana com a ferrovia e rios da localidade onde foram construídas as quatro hidrelétricas objeto deste trabalho.

                                                                                   Siqueira, 1994, página 99
Este Plano divide o Paraná em três áreas ou sistemas: Sistema nº 1 do Sul; Sistema nº 2 do Norte, e sistema nº 3 do Oeste. Em cada um destes sistemas seria construída uma usina hidrelétrica.
                                                                  Pg. 79 - Silva, Edson Armando, 1993 – Paraná



                                                           Fotografo desconhecido - Acervo Paulo José da Costa.
Vista da cidade baixa de Jaguariaíva década de 1910, retratando o Rio Capivari e sua sinuosidade com mata ciliar de ambos os lados, transpõe por uma ponte de madeira, com início da urbanização da cidade baixa, provocada pela implantação da estação ferroviária.

Claro Jansson – Acervo Loja M. Acácia do Norte - Vista da parte alta da Cidade de Jaguariaíva década de1910, rua de terra batida, tendo destaque para o meio de transporte da época, o material utilizado para construção das moradias estas cobertas com telha de barro, rua esta conhecida como “Rua do Comércio, que passou a chamar-se Av. Rui Barbosa e nos dias atuais Rua Pref. Aldo Sampaio Ribas.”


Fotógrafo desconhecido – Acervo Lívia Brech– Vista da Casa de Maquina da Usina do Lajeado Grande, esta construída em pedra, com cobertura de telhas francesas, percebe-se três homens posando para foto, pelas suas vestimentas demonstram não serem  trabalhadores, poste em madeira com a fiação já instalada

Fotógrafo desconhecido – Acervo Lívia Brech – Vista do interior da Casa de Maquina da usina do Lajeado Grande, destacando-se em primeiro plano o gerador e a turbina, na parede manômetros indicativos de geração de eletricidade. Destaca-se no centro o modelo da lâmpada da época.

Fotógrafo desconhecido – Acervo Lívia Brech – Vista da tubulação metálica rebitada, assentada em  pilares de pedras, dando uma inclinação uniforme, para passagem de água do reservatório até a turbina instalada na casa de maquina.

Fotógrafo desconhecido – Álbum do Paraná – Vista da represa da Usina do Lajeado Grande, destaca-se em primeiro plano o volume d’água, as paredes do reservatório, e um homem próximo ao dispositivo de comporta.

                                                           Fonte: Acervo Loja Maçônica Acácia do Norte.
Comprovante de pagamento, referente ao fornecimento de Luz da Comp.de Força e Luz Jaguariahyva (sic), de abril de 1930, o recibo é tipografado, com número de ordem, quanto ao preenchimento, preenchido de maneira manuscrita.

Foto do autor – Vista da margem direita do rio Capivari, da represa da Usina de São Joaquim, construída na parte inferior em pedra, a elevação em tijolos. Percebe-se na parte direita da foto, a vasão do potencial do rio.

Foto do autor – Vista da represa, da margem esquerdado rio Capivari, e a formação de reservatório, e seu potencial de acúmulo de água.

Foto do autor – Vista do canal condutor d’água, construído em pedra saindo do reservatório formado pela represa, localizado na margem esquerda, em direção a comporta, da Usina São Joaquim. 
Foto do autor – Vista da comporta entre o canal e a tubulação metálica, com diâmetro de 40cm, esta direcionada a turbina da casa de máquina, da Usina São Joaquim.


Fotógrafo José Carlos Pabis – Vista da Casa de Máquina, da Usina São Joaquim. Localizada na margem esquerda do rio Capivari, sua estrutura inferior em pedra e a parte superior em tijolos, coberta com telhas de barro, entre as duas janelas está afixado o suporte da saída da energia produzida para os postes que conduzia a energia para a cidade.  

Fotógrafo desconhecido – Acervo Aldo Drobenko – Nesta foto destaca na parte direita o volante de estabilidade do gerador acoplado à turbina com movimento horizontal, está ligado por uma correia ao regulador de voltagem automático de funcionamento em sentido vertical, com manômetro indicador de voltagem, também dispondo de volante manual quando o automático avariava. Identificado de terno branco o operador de usina Sr. Justiniano Sampaio.

Fotógrafo desconhecido – Acervo Lívia BrechVista da  margem direita do rio Capivari tendo uma passarela de madeira,  em sua margem está  posando para foto um  topógrafo com  um aparelho com suporte tripé, e na margem esquerda a casa de máquina e na parte superior, a terraplanagem  proveniente do canal ainda sem vegetação, demonstrando sua temporalidade. Esta foto foi tirada no sentido leste-oeste, e pela sombra projetada no rio próximo ao meio-dia.

Fotógrafo desconhecido – Acervo Isbel Anauati ‘Carmo’Vista da represa do Rio Capivari em dia de enchente, do ano de 1935, demonstrando a fragilidade da casa protetora do mecanismo de abertura e fechamento da comporta. O trabalhador protegido por uma capa da época destaca-se uma passarela da margem direita que permitia o acesso ao dispositivo da comporta.

Fotógrafo desconhecido – Acervo Pablo FerreiraVista dois conjuntos de turbinas e geradores afixados em sentido horizontal destaca-se a corrente a corrente componente da “Ponte Rolante”, o volante estabilizador do gerador, a correia ligada ao regulador de voltagem esta transforma a rotação para sentido vertical, acoplado a turbina, no fundo o segundo conjunto.  

Fotógrafo desconhecido – Acervo Pablo FerreiraVista do painel de controle, e dois conjuntos de geradores. Verifica-se ao alto da fotografia a presença de uma viga metálica que constitui a “Ponte Rolante” que dispõe de movimento longitudinal no ambiente, acoplado à ela existe uma talha que pode ser deslocada transversalmente para levantamento de grandes peças para manutenção. 

Foto do autor – Bifurcação da tubulação na entrada da casa de máquina, para alimentar duas turbinas da denominada Usina Velha, localizada na margem esquerda do rio Capivari. Essa com tijolos a vista, coberta com telha, contendo na cobertura um dissipador de calor.

Foto do autor – Tubulação metálica em aço carbono, com passagem do excedente da câmara de carga da Usina Nova, medindo 1,10 metros de diâmetro, passando por baixo do Rio Capivari, tubulação essa para reforço do potencial da usina hidroelétrica da Usina Velha. Nota-se uma preocupação em não interferir no curso natural do rio, tendo em vista a passagem subterrânea da tubulação. 

Fotógrafo desconhecido – Acervo Conceição Scaciota Pacheco – Descrição das pessoas da esquerda para direita: Herculano, Tina, Adelina e seu pai Sr. Santo Scaciota, em visita na construção da Usina Nova.

                                                     Fotógrafo desconhecido – Acervo Djalma Camargo Neto
Vista da represa em construção no Vale do Codó, no cânion do Rio Jaguariaíva, ainda em face de construção, os vertedouros de drenagem abertos.

Fotógrafo desconhecido – Acervo Pablo Ferreira, Vista da parte interna da usina, onde destaca a parte superior do gerador e painel de controle elétrico, nas laterais suportes estrutura para ponte rolante. 

Fotógrafo desconhecido – Acervo Djalma Camargo Neto
Vista da Usina Nova na margem esquerda do Rio Jaguariaíva, evidenciando a proximidade do prédio com o rio.

Foto do autor –Placa da metragem do canal afixada na borda do canal, próximo a entrada do reservatório da câmara de carga. 

Foto do autor – Placa descritiva do fabricante do fabricante gerador, país de origem, especificação de sua potencialidade, afixada na parte externa superior do gerador.

                                     Foto do autor – Placa descritiva do fabricante da turbina, país de origem,    especificação da sua potencialidade, afixada na parte superior do gerador.

Foto do autor – Local onde se deu a travessia do cano para reforço do potencial da Usina Velha, que gerou o termo de Obrigação e Compromisso. Observa-se no quadrante superior direito o Rio Capivari e o prédio da Usina Velha.


Fotografo desconhecido. Registro da visita do governador Bento Munhoz da Rocha Netto em Jaguariaíva, para inauguração da Usina Nova a convite da diretoria das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Este registro ocorreu na Rua Amando Ribas, única via de acesso na ocasião, observa-se alunos de avental na recepção, próximo do depósito de mercadorias da Rede Ferroviária a poucos metros da Praça Getúlio Vargas. Na foto está datilografada a cidade e a data. As pessoas da esquerda para a direita em primeiro plano são: João Batista da Cruz-adv. Delegado de Polícia, Sebastião Xavier da Silva (Tatão)-fazendeiro, Bento Munhoz da Rocha Neto-Governador, Domingos Cunha-médico, Aristides Soares (Tidoca)-líder político, Luiz Souza - ferroviário











sexta-feira, 13 de julho de 2018

INÍCIO DA DEMOLIÇÃO DE UMA CENTENÁRIA LINHA FÉRREA


Marco temporal da demolição da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande do Sul, pertencente a Rede Ferroviária Federal S/A. Por volta de 1997.
Aproximado entre o KM-5, na divisa de Itararé, com Sengés. Com início na ponte do rio próximo a barreira.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA PELA UAB - EAD - UEPG


A IMPLANTAÇÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM JAGUARIAÍVA – PARANÁ: AS QUATRO USINAS INSTALADAS ENTRE 1921 - 1953

Adelmar Ziemer Batista da Cruz[1]
Orientadora: Juliane Roberta Santos Moreira[2]
Co-orientadora: Tayná Gruber[3]

Resumo: O presente artigo visa evidenciar a implantação do serviço de energia elétrica no município de Jaguariaíva – Paraná, nos setores públicos e privados, no período de 1921 a 1953, dando ênfase em seus aspectos históricos, políticos e econômicos. Dentro dessa temporalidade quatro Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) foram criadas pela iniciativa privada. A metodologia aplicada para análise do objeto desta pesquisa pautou-se na pesquisa bibliográfica e documental. Como resultados primários foi possível constatar que com a instalação das quatro PCH, houve em Jaguariaíva um crescimento populacional e migração estrangeira, que contribuiu tanto com a formação técnico-industrial do município quanto na cultura local; ainda se evidenciou que os serviços públicos fornecidos pelas PCH aos setores comerciais e residenciais foram deficitários. Salienta-se a ausência de relatos e registros históricos locais sobre o tema, sendo este artigo um esforço inicial de levantamento de fontes e de discussão sobre o tema.
Palavras Chave: Jaguariaíva; Hidroelétricas; Indústria Matarazzo.
INTRODUÇÃO
Após a proclamação da república em 1889, junto com o crescente processo de industrialização, no Brasil pairava uma busca por um “ideal republicano de progresso” para os planos políticos nacionais. De acordo com Cruzetta (2010, p.5) o Brasil buscou a partir desse período, e ao longo das primeiras décadas do século XX, criar condições e assimilar leis e projetos para tentar atingir níveis de modernidade de países como Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos. Entre as atitudes tomadas, a autora aponta:
A adoção de práticas econômicas liberais, a abolição do trabalho escravo, a imposição de padrões higienistas e educacionais inspirados em modelos europeus, a Proclamação da República, as implantações e expansões das estradas de ferro, a ampliação de redes de cabos telegráficos, a urbanização crescente, a migração, a exploração de novas fontes de energia e o desenvolvimento das indústrias de bens de capital. (CRUZZETA, 2010, p. 6).

Em seu processo de modernização, o Brasil almejou expandir o uso da energia elétrica para fins de produção no caso das indústrias, mas também para uso residencial, substituindo a iluminação por querosene.[4]
Ressalte-se, como referencial teórico, o pensamento de Ricardo Maranhão, no sentido de que não foi simples conciliar o processo de produção de energia elétrica pela iniciativa privada, uma vez que o alto custo da implantação para gerar, transmitir e distribuir energia apresentavam elevado custo e moroso retorno na proporção do investimento, fazendo com que a iniciativa privada deixasse de investir nesse segmento, impulsionando assim, a imediata ação estatal, em proporcionar naquele contexto, a sua efetivação. (MARANHÃO, apud CARDOSO & VAINFAS, 2011. p. 223).
A indústria elétrica foi objeto de grande interesse durante a segunda metade do século XIX, quando o engenheiro alemão Werner Siemens em 1867[5] inventou o dínamo, que aperfeiçoou o processo de funcionamento do equipamento elétrico. Entre 1881 e 1883, o engenheiro elétrico francês Marcel Deprez, comprovou ser possível, através de alta tensão, transportar a energia à longa distância. Essa comprovação aliada à invenção da lâmpada incandescente por Thomas Edison, e a experiência deste ao construir a primeira usina elétrica em Nova Iorque no ano de 1882, contribuiu para que os benefícios da indústria elétrica fossem difundidos. (BARROS, 2008, s/p).
Durante as duas primeiras décadas do século XX a energia elétrica no país advinha da queima de carvão mineral pelas usinas termoelétricas. Seu uso destinava-se, sobretudo, à iluminação pública, mineração, indústria têxtil e serrarias. Porém, a redução da importação de carvão na década de 1920, que foi uma consequência das dificuldades impostas pela Primeira Guerra Mundial, deu novo fôlego aos interesses pelas usinas hidroelétricas, como alternativa para a produção de energia. (SILVA, s/d, s/p).
O uso residencial da energia elétrica se tornou acessível mediante a invenção da corrente alternada, por Nikolas Tesla, em 1888. Em 1900, com a invenção do alternador e do transformador, responsáveis por elevar ou reduzir a tensão, foi permitido o uso em larga escala, estendendo seus benefícios à iluminação residencial e pública. (BARROS, 2008, s/p).
A energia elétrica tornou-se uma necessidade imprescindível para qualquer nação pleitear sua independência socioeconômica, exigindo cada vez mais a sua disponibilidade com menor custo, para que as fábricas pudessem produzir competitivamente. A necessidade por energia nos países desenvolvidos se deu de forma mais rápida em decorrência da sua tecnologia mais avançada, enquanto nos países subdesenvolvidos ocorreu de forma mais vagarosa, por ser dependente de capital internacional e também por sua estrutura tecnológica menos desenvolvida, sendo primordial o investimento da iniciativa privada para este setor. (MAGALHÃES, 2009, p. 4-11).
Os investimentos em energia elétrica foram realizados pelo Estado e também pelo capital privado de modos distintos nos diferentes países em que esse processo foi desenvolvido. Segundo Lorenzo (2002) em alguns países que haviam atingido um nível econômico maior de crescimento, a partir de 1920 foi dado abertura aos investimentos do governo fazendo frente à iniciativa privada em prol da redução do custo da energia produzida. A Áustria, Alemanha, Suíça e Inglaterra, a partir de 1926, interviram para a regulamentação da tarifa cobrada pela iniciativa privada. (LORENZO, 2002, p. 150).  Guinle aponta que “entre 1910 a 1930 as tarifas foram reduzidas nesses países de 100 para 25 (onde empresas públicas) e de 100 para 50, nos Estados Unidos, onde não havia leis regulatórias.” (GUINLE, 1933, apud LORENZO, 2002, p. 150).
No Brasil, a energia elétrica integrou um conjunto de modernidade no limiar do século XX, assim, a energia elétrica não se apresentava apenas como uma necessidade às cidades modernas, mas também como um importante insumo para o estabelecimento de indústrias. (SÓRIA, 2012, p. 207).
A Indústria brasileira nos anos 1920 ainda era incipiente, suas mercadorias não se mostravam competitivas com aquelas importadas de outros países, principalmente os advindos da Inglaterra. (BRANDÃO, 2000). Porém, havia o interesse em incrementar o parque industrial que foi possível a partir do impulso dado a diversas atividades pela economia cafeeira, como a implementação das ferrovias, assalariamento, expansão urbana, atividades comerciais, de serviço e especialmente, suscitava o aparecimento de atividades industriais. (LORENZO, 2002). Os elementos presentes nesse contexto demandaram e proporcionaram, assim, os serviços essenciais de distribuição de mercadorias, transporte e ampliação da necessidade de energia elétrica. (MAGALHÃES, 2009).
É fundamental destacar uma mudança de postura e de hábitos, conforme Cardoso & Vainfas (2011, p. 187), que viria acontecer de forma mais acentuada na zona urbana, em consequência da modernidade, promovida pela industrialização, que viabilizou a circulação e consumo de mercadorias.
No Paraná, a primeira instalação de energia elétrica ocorreu através da Companhia de Água e Luz do Estado de São Paulo, que em 9 de setembro de 1890, assinou contrato de concessão para fornecimento à cidade de Curitiba durante o período de vinte anos. Tendo o engenheiro Loepoldo Starck como responsável, foram construídas duas termoelétricas de origem e técnica húngara, com 4.270 HP de força, requisitando 200 metros cúbicos de lenha por dia para seu funcionamento. Em 18 de maio de 1898, essa concessão foi transferida para a empresa José Hauer e Filhos, sob a promessa de ampliação da produção. (COPEL, 2016, p. 1). No entanto, a primeira usina hidroelétrica construída no Paraná data do ano de 1910, próximo a Paranaguá, sendo a Usina da Serra da Prata. (RECCO, 2007 apud CORDOVIL; BARBOSA, 2015, p. 3).
No final da década de 1940, durante o governo de Moysés Wille Lupion de Troia, o Paraná deu o primeiro passo na direção da ampliação do fornecimento próprio de energia elétrica com o Plano Hidroelétrico Paranaense, onde foram definidos os principais rios e locais que poderiam ser construídas usinas hidrelétricas. O estado do Paraná passou a intervir na organização, produção e distribuição de energia elétrica, com a criação do serviço de energia elétrica do estado, em 1947. Foi posteriormente transformado em departamento de água e energia elétrica em 1948, com autonomia administrativa e financeira. Nesse contexto, existiam em funcionamento, 22 hidroelétricas públicas e privadas, em sua maioria de pequeno porte. (ARRUDA, 2008, p. 9).
Alegando deficiência em recursos financeiros, o governo estadual impôs através da Lei nº 1384 em 10 de novembro de 1953 uma taxa de cobrança à eletrificação correspondente ao percentual de 10% de imposto de venda e consignações, que ficou conhecido como “Fundo de Eletrificação”. (SILVA, 1993, p. 80). Nesse cenário houve severas dificuldades para implantação de produção de energia elétrica no estado. A partir desse plano, através de sociedade de economia mista, cujos objetivos eram planejar, construir e explorar o sistema de produção e energia inicia-se o estudo para implantação de empresa de cunho estatal que no ano seguinte, viria a ser a Companhia Paranaense de Energia. (COPEL, 2016. p. 3).
Dos primeiros esforços para a construção de usinas hidroelétricas no Paraná até o estabelecimento do Fundo de Eletrificação, foram construídas no município de Jaguariaíva, ao nordeste do estado, quatro usinas (A Usina do Lajeado Grande, Usina do Frigorífico Matarazzo denominada de “Usina Velha”, Usina de São Joaquim e a Usina Nova, também construída pelas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo), que tiveram a função de fornecer energia para atividades diferenciadas desde seu estabelecimento.
O intuito dessa pesquisa é demonstrar por meio de consulta documental os meios de instalação das mesmas, suas características e para qual finalidade foram instaladas.
Dentre as obras e documentos consultados estão o Álbum do Paraná, meio utilizado pela mídia governamental para a divulgação e exaltação de algumas administrações de municípios paranaenses às quais foram dadas destaque pelo governo estadual naquele momento. Ainda, essa publicação tem o intuito de comemoração do centenário da independência, tendo como base a publicação de 03 de junho de 1922, do Jornal Comércio do Paraná[6]. A revista COPEL – Histórias de Campeões, de outubro de 1995, igualmente foi consultada como referência para essa pesquisa. Sua narrativa voltada para divulgação e elevação da qualidade do serviço oferecido por parte da referida Companhia coloca-a, convenientemente, como modelo. Essa publicação apresenta uma matéria descritiva a respeito da usina de São Joaquim, detalhando seus equipamentos e onde seria utilizada como museu histórico. Da mesma forma, as Atas da Câmara Municipal de Jaguariaíva, também servem como referencial no que diz respeito, quando abordam a questão dessa pesquisa.
Outros documentos consultados foram o contrato do Cartório de Notas e Protesto de Jaguariaíva, firmado entre a empresa fornecedora e Prefeitura, Certidões do referido Cartório e da Câmara Municipal, Certidões do Cartório de Ofício de Registro de Imóveis, jornais de circulação estadual, com reportagens de cunho elogioso aos governantes municipais e com objetivo de divulgação comercial, e em menor escala, tom crítico aos serviços prestados pela empresa concessionária do serviço de iluminação que serão apresentados ao longo do texto.
1. JAGUARIAÍVA E A ELETRIFICAÇÃO
Jaguariaíva compreendia no início do século XX, o território que atualmente corresponde às localidades de Água Branca, Cerrado, Sengés e São José do Paranapanema, e como hoje, já estava dividida em “cidade alta” e “cidade baixa”, sendo a primeira a parte mais elevada do município, onde estava situada a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Pedra Fria e os órgãos públicos, enquanto a segunda abrigava a estação ferroviária e atividades pecuárias. (BRANDÃO, 2000).
Ressaltando que os dados disponíveis no censo não distinguem os números da população urbana e rural, conforme a Tabela 1.
TABELA 1 – A POPULAÇÃO DE JAGUARIAÍVA – PR SEGUNDO DADOS CENSITÁRIOS DE 1920
LOCALIDADE
HOMENS
MULHERES
TOTAL
Jaguariaíva
2.394
2.260
4.674
Cerrado
1.649
1.340
2.989
São José do Paranapanema
647
567
1.214
Água Branca
1.217
1.130
2.347
Sengés
2.541
2.200
4.471
TOTAL
8.448
7.497
15.695
Fonte: BRASIL, Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio de 1920. 1926, p. 186 – 187.
No início da década de 1920, o município era representado politicamente por uma elite coronelista, demarcada por laços familiares e econômicos, membros do Partido da República. Um exemplo desse cenário foi a família do vice-governador Eurides Cunha, que em seu mandato teve seu irmão, Coronel Capistrano Cunha, como prefeito municipal de Jaguariaíva, e pelo seu genro Antônio Diniz do Faro Sobral, como representante do município no Congresso Legislativo Estadual. (LUDWIG, 1995, p. 10).
Esse quadro foi alterado após a Revolução de 1930, quando houve o rompimento da chamada República Velha resultando em um novo processo político com Getúlio Vargas no Governo Provisório, que prometeu em seu discurso de posse “revestir o Brasil de uma roupagem nova”. Neste contexto o governo federal institui normativas regulamentares para o uso do solo, bens minerais e uso hídrico. (FERNANDES, 2011, p. 81).
Os rios Jaguariaíva, Lajeado Grande e Capivari, que cortavam o município[7] não apresentavam características para navegação, porém tinham potencial hídrico para a instalação de usinas hidroelétricas, como se assistiu durante a primeira metade do século XX, com a instalação de quatro usinas.
Estabelece-se aqui a temporalidade de instalação dessas usinas entre 1921 e 1953, no entanto, os documentos não fornecem exatidão referente as datas de funcionamento de cada usina, motivo pelo qual se optou ter como base os contratos de compra dos terrenos com o intuito de instalar as mesmas e nas notícias vinculadas pelos jornais da época, que indicavam seu funcionamento.
1.1 A USINA LAJEADO GRANDE
Em 21 de dezembro de 1921 firmou-se um contrato de prestação de serviços elétricos entre a empresa paulistana Barros, Oliva e Cia Ltda. e a prefeitura de Jaguariaíva. Essa empresa havia adquirido o terreno que compreendia a queda d’água do rio Lajeado Grande e comprometia-se a ter em funcionamento uma usina hidroelétrica no prazo de um ano, pela qual seriam ofertados o serviço de eletricidade para força motriz e iluminação pública e privada durante trinta anos. O estabelecimento dessa concessão não passou por nenhum processo de licitação.
Ficou estabelecido como cláusula contratual que a iluminação pública seria realizada com lâmpadas de 32 velas, não sendo permitida a utilização de lâmpadas menores às estabelecidas, ao preço anual de seis contos de réis. Cabe destacar que pelo contrato, os postes deveriam ser de madeira de lei ou de ferro, pintados, e todo o material de instalação da iluminação seria de responsabilidade das empresas contratadas.
Neste mesmo contrato, ficou acordado que a iluminação do Paço Municipal seria gratuita e a iluminação de entidades de assistência, como o hospital e casa de caridade, receberiam desconto de 50%, porém, a responsabilidade pelas despesas de instalações seria por conta da administração municipal. (JAGUARIAÍVA, Contrato, 1921, p. 174v). Concebe-se que através desse acordo a cessão de benefício por parte da concessionária era ínfima, visto que os investimentos do município oneravam o cofre público com o custo das instalações.
A iluminação particular, por sua vez, ficou acordada com os seguintes preços: lâmpada de filamento metálico, de 10 velas a três mil e quinhentos réis por mês; 16 velas a quatro mil réis; 32 velas a seis mil e quinhentos réis; 50 velas oito mil e quinhentos réis; lâmpadas com intensidade maior a cento e cinquenta réis a vela por mês. (JAGUARIAÍVA, Contrato, 1921, p. 174v-175).
A eletricidade utilizada com a finalidade de força motriz - ou seja, a energia transmitida para os motores para proporcionar movimentos contínuos substituindo a força humana -, teriam os seguintes preços: 200 réis o Kilowatt/hora até 50hp; 150 réis o Kilowatt/hora de 50até 100hp; 120 réis o Kilowatt/hora de 101 a 200hp; e 100 réis o Kilowatt/hora para consumo superior a 200hp; a energia para esta finalidade iniciava às 7 horas e cessava às 17 horas. (JAGUARIAÍVA, Contrato, 1921, p. 175.).
Todo o material utilizado a partir da rede distribuidora seria de responsabilidade do consumidor, sendo que as instalações só poderiam ser feitas pela empresa, mediante requisição e pagamento antecipado do material a ser utilizado. (JAGUARIAÍVA, Contrato, 1921, p. 175v.). O pagamento era realizado no escritório da empresa e os clientes que o fizessem nos primeiros dez dias de cada mês, teriam abatimento de 8% de desconto, e a ausência de pagamento gerava a interrupção do fornecimento. Caso ocorresse atraso no pagamento por parte do município, este estaria sujeito a acréscimo de 1% ao mês, sendo que se persistissem os atrasos por mais de seis meses, a empresa estaria autorizada a interromper a prestação do serviço. A iluminação para eventos festivos, espetáculos, cinemas e teatros eram feitos a partir de acordos separados entre as partes, e pagamento adiantado. (JAGUARIAÍVA, Contrato, 1921, p. 175v-176).
O município era o responsável em obter a permissão dos proprietários de terras pelas quais as linhas de transmissão passavam, contudo, as despesas ocorriam por conta da contratante. O contrato estabelecia que a concessionária era isenta de impostos municipais. (JAGUARIAÍVA. Contrato, 1921, p. 176). Verifica-se nas fontes analisadas a inexistência de litígios entre a prefeitura, concessionária e proprietários referente a linha de transmissão, que consistia na fixação de postes para suporte dos fios, no entanto entende-se que por se tratar de um documento que firmava o acordo comercial entre duas partes interessadas no bom fornecimento de energia elétrica, conflitos com outros agentes podem ter sido deixados fora do registro.
Como compromisso de contrato, também, a doação de um terreno pela prefeitura, sendo regularizado através de Carta de Data apenas em 27 de janeiro de 1945, conforme transcrição nº 44 de 31 de janeiro de 1945. (JAGUARIAÍVA, Certidão de Transcrição nº 44). De acordo com as cláusulas contratuais expostas anteriormente, pode se avaliar que o maior beneficiário na prática era a concessionária.
As leis que regiam o ressarcimento pelos danos causados em postes e fiações que viessem a sofrer por vandalismo,[8] deveriam ser oficializadas através de aprovação pela Câmara Municipal; o fornecimento de força motriz seria instalado aos proprietários que garantissem uma periodicidade mínima de três anos de uso. O concessionário tinha o direito de fiscalizar os imóveis para constatar possíveis fraudes no que diz respeito à utilização da luz e força, e em caso de fraude, o fornecimento seria interrompido para aqueles que se recusassem a permitir a inspeção.
Em relação ao cumprimento por parte da concessionária foram estabelecidas multas em caso de interrupção dos serviços, que deveria ser oficializada pelo prefeito se o prazo fosse de um ou mais dias, variando o valor de acordo com a quantidade de dias em que não estavam sendo oferecidos os serviços de iluminação, salvo em situações de força maior. (JAGUARIAÍVA, Contrato, 1921, p. 176v).
Segundo o contrato analisado, eram três as empresas que compunham o empreendimento da instalação dessa usina, representadas por Jorge Dias de Oliva. No entanto, a função de cada empresa não foi especificada nesse documento. Em 02 de fevereiro de 1922 de acordo com a Lei nº 110, a Câmara autorizou a abertura de Créditos para a Prefeitura Municipal de Jaguariaíva efetuar o pagamento das firmas Barros Oliva e Cia. Ltda., e Siqueira Meirelles, Junqueira & Cia., concessionárias da iluminação elétrica da cidade. (JAGUARIAÍVA, Lei 110, 1922).
Observou-se neste contexto que o poder executivo firmou um contrato de concessão para serviço de iluminação elétrica em Jaguariaíva com a empresa Barros, Oliva Cia. Ltda., e somente num segundo momento tal ato teria chancela do poder legislativo municipal, em 18 de outubro de 1922, a homologação do contrato por parte do legislativo municipal serviu para legitimar um ato exacerbado do executivo, pois o prefeito municipal extrapolou a sua competência legal, tendo agido antes da aprovação do legislativo. (JAGUARIAÍVA. Lei 112, 1922).
Tais fatos foram noticiados pelo jornal A Republica confirmando a importância da nova tecnologia, neste contexto concorda-se com o discurso enfático proferido pelo prefeito Coronel Capistrano Cunha no ato da recepção do governador Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em 22 de fevereiro de 1922, salientando a relevância da modernidade que estava em implantação, contando com a participação especial do engenheiro Dr. Jorge Dias de Oliva, este encarregado da instalação elétrica na cidade, (MARTINS, 1922, p. 1).
Segundo informação veiculada no Jornal Comércio do Paraná em 03 de junho de 1922 a contar um mês dessa data, a iluminação seria por força hidráulica, sendo distribuídos 100 focos de 22 velas para a iluminação pública mediante contrato. (VELLOZO, 1922, p. 2). Cabe destacar que após a estipulação do prazo de iluminação para a cidade dentro de um mês, constata-se nas Atas da Câmara Municipal de Jaguariaíva, que entre o período de 22 de janeiro de 1922 a 14 de setembro de 1922 não foram realizadas sessões ordinárias, sendo que essas ocorriam sempre ao meio dia, não existindo nenhum registro da implantação da energia elétrica na cidade nos anais da referida casa legislativa. (JAGUARIAÍVA, Certidão da Câmara Municipal. Certidão emitida em 16 de fevereiro de 2018).
Consta-se ausência de qualquer manifestação nas atas do legislativo posteriores a setembro de 1922 com referência a implantação da energia elétrica. Ressalta-se a dualidade neste contexto entre euforia e inercia, pois, houve a ausência de reuniões parlamentares neste período, conforme constatação nas atas observadas.
A sociedade comercial Barros, Oliva e Cia Ltda. passou a denominar-se em 18 de setembro de 1922 Companhia de Força e Luz de Jaguariaíva Sociedade Anônima, estabelecendo sede na cidade que lhe emprestou o nome. (JAGUARIAÍVA, Certidão de Transcrição nº 582).
A usina instalada no Lajeado Grande, da Companhia Força e Luz de Jaguariaíva, segundo a publicação Álbum do Paraná e Jornal do Comércio do Paraná, em meados de 1922, fornecia energia elétrica para o setor público e residencial. Localizava-se a 3.800 metros do centro da cidade, fornecendo 450 litros de água por segundo, uma queda de 29 metros, com um gerador trifásico que produzia uma corrente de 6.000 Volts, 50 ciclos, com capacidade para 150Hp, a transmissão era de cabo de alumínio nº 7, a baixa tensão distribuída em fios de cobre nº 10, 12 e 14, protegidos por isoladores de porcelana, possuindo dois transformadores de 20 Kva e um de 7 1/2, transformando a corrente de 6.000 Volts para 220 com 60 ciclos. A empresa supracitada contava com 135 instalações na cidade e, como gerente, o senhor Joaquim Soares. (PARANÁ, Álbum, 1922, s/p).
1.2 A PRIMEIRA USINA DO FRIGORÍFICO MATARAZZO: A USINA VELHA
Não obstante a capacidade produtiva da Empresa Companhia Força e Luz de Jaguariaíva, no total de 27 ½ Kvas. de energia elétrica, face a distância da sua localização e necessidade de aumentar a sua produção de energia, nos estudos para instalação das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), para o processo de industrialização local, duas condições foram consideradas fundamentais: a primeira a proximidade com a ferrovia e a segunda a  viabilidade de geração de energia hidrelétrica próxima às suas instalações frigorificas. Assim, para que o projeto fosse concretizado, as IRFM que logo instalaram o grande frigorífico modelo em Jaguariaíva, culminaram com a construção dessa segunda usina hoje cognominada Usina Velha. (COUTO, 2004, p. 63).
As IRFM importaram os equipamentos para a usina hidroelétrica e foi dado início a construção da casa de máquina. “A maquinaria, importada da Europa e dos Estados Unidos, com isenção de direitos, alfandegários, é movida à energia elétrica, gerada em usina própria, construída às margens do rio Jaguariaíva” (COUTO, 2004, p. 64). Nessa citação Couto informa a espacialidade da usina como sendo construída no Rio Jaguariaíva, porém pode-se afirmar que a mesma foi construída na margem esquerda do Rio Capivari, sendo este rio um afluente do Rio Jaguariaíva, próximo da barra deste. Conforme Axt (2000), a construção se deu em meados de 1918, porém essa temporalidade não condiz com a apontada pelos demais autores.
Nessa ocasião o Jornal do Comércio do Paraná apresentou uma matéria em tom positivista, enaltecendo os governantes, agraciando o desempenho do prefeito em exercício, Coronel Capistrano Cunha e seu irmão Eurides Cunha, que havia o precedido no cargo. No entanto, ao contrário do que se esperava os elogios aos políticos não partiam da comemoração em relação a viabilidade da instalação de um empreendimento Matarazzo na cidade, já que foi dada apenas uma pequena atenção a esse fato. (VELLOZO, 1922).
Essa primeira usina hidrelétrica construída pela Indústria Matarazzo tinha uma represa, localizada no Rio Capivari, onde a água era direcionada por um canal de aproximadamente 500 metros de extensão até a câmara de carga, canalizada por um tubo metálico de aço carbono até a entrada da casa de máquina, onde se dividia para alimentar duas turbinas do Tipo Francis (eixo horizontal), rotação de 600 RPM. Altura hidrostática: 25 m de coluna d’água (M.C.A.). Dois hidrogeradores – General Eletric. Potência: 215 KW (288 HP), Rotação: 600 RPM, Tensão: 2.300V/60HZ. Observa-se que a capacidade de geração era de 340 KW, esta usina foi alimentada pelo Rio Capivari e teve um sistema de vaso comunicante entre ele e o Rio Jaguariaíva. (CIANÊ, s/d, p. 1).
Conforme Couto, (2004, p. 65), o frigorífico da IRFM foi instalado em Jaguariaíva passando a operar em 1924, mas o registro de aquisição do imóvel só foi efetuado em 17 de março de 1937, não existindo averbação de construção. (JAGUARIAÍVA, Certidão de Transcrição nº 257).
1.3 A INSTALAÇÃO DA USINA DE SÃO JOAQUIM
Com o processo natural de desenvolvimento das cidades, o município de Jaguariaíva não ficou alheio, ao contrário: desde o início do século XX, vinha demonstrando sua potencialidade para instalação de grandes empreendimentos com visão progressista. Nessa esteira de evolução, Jaguariaíva tornou-se polo de atração para vinda de indústrias de porte com o objetivo de aproveitando dos recursos naturais existentes, aguçando os instintos de empreendedores do ramo de geração de energia elétrica, que perceberam que Jaguariaíva comportaria tranquilamente a instalação de novas usinas elétricas para alavancar esse progresso eminente. Surgiu então a iniciativa da Companhia Força e Luz de Jaguariaíva, que por sua vez, adquiriu nova área no município, instalando uma nova usina para ampliar o seu potencial.
Em Certidão de Transcrição nº 995, de 31 de dezembro de 1927, a Companhia Força e Luz de Jaguariaíva, com sede na cidade de São Paulo adquiriu de Manoel Leopoldo Carneiro uma área de cinco alqueires à margem esquerda do Rio Capivari, no lugar denominado Cachoeira. Nesta Certidão, constava ainda que o adquirente deveria fechar a área e fornecer, gratuitamente, energia elétrica ao vendedor. (JAGUARIAÍVA, Certidão de Transcrição nº 995, 31 dez 1927). Destaca-se que o fator da escolha do local de instalação da usina nesta localidade estaria relacionado a moldagem natural da topografia, pela altitude da represa com a fonte geradora de energia elétrica.
Em publicação da Revista Histórias de Campeões, de 1995, consta que a Usina do Salto Cilada, denominada Usina de São Joaquim, instalada em 1928 à margem esquerda do Rio Capivari, com uma distância de 15 quilômetros da cidade, possuía uma turbina de 90 Kw, marca Francis, fabricada pela The Peltron Water Wheel Company. O painel elétrico era de mármore com arandelas de cristal e os relógios de ferro fundido com detalhes em relevo, da marca Westinghouse americana. A Usina começou a produzir energia em 1928. (COPEL, 1995, p. 12-13).
A Companhia Sul Paulista de Força e Luz sucessora da Companhia Força e Luz de Jaguariaíva é autorizada, através do decreto nº 23.220, de 20 junho de 1947, pelo Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica a construir uma linha de transmissão com tensão nominal de 15 Kv com extensão aproximada de 60 quilômetros, para reforçar a energia em Jaguariaíva. (BRASIL, Decreto nº 23.220, 1947). No mapa do Sistema Elétrico do Paraná o reforço de energia elétrica, era procedente da Usina Santa Rita do Estado de São Paulo para Jaguariaíva. (SIQUEIRA et al, 1994).
De acordo com a Certidão de Transcrição nº 1.792, de 12 de setembro de 1947, a Companhia Força e Luz de Jaguariaíva vende, as Usinas São Joaquim e a do Lajeado Grande para a Companhia Sul Paulista de Força e Luz, com sede em São Paulo. (BRASIL, Decreto 23.220, 1947).
Assim, as usinas do Lajeado Grande do São Joaquim passam a ser administradas pela Companhia Hidroelétrica Paranapanema. Averbações na Certidão de Transcrição de nº 1.792, em data de 27 de fevereiro de 1948, mudam de denominação a Companhia Sul Paulista de Força e Luz para Companhia Hidroelétrica Paranapanema. (JAGUARIAÍVA, Certidão de Transcrição nº 1.792avb.).
Pelas dificuldades do alto custo do fornecimento de energia, o governo estadual propunha no plano de 1948 a limitação dos recursos financeiros estaduais, levando também em consideração que os recursos internacionais naquele contexto estavam direcionados à reconstrução europeia e tornava difícil o empréstimo.  “De fato, dos 34.696. kW disponíveis nada menos do que 13.709 kW (39%) eram fornecidos por empresas autoprodutoras e 2.000 kW (4%) provinham de Santa Catarina e São Paulo.” (SIQUEIRA. et al. 1994, p. 100).
1.4 A USINA NOVA
No ano de 1944 uma estiagem severa prejudicou lavouras e consequentemente a criação de animais devido à falta de alimentos para os mesmos. De acordo com Wachowicz (2000, p. 260) “em 1944, uma grande seca prejudicou os milharais dos safristas. No ano seguinte, deu a temida peste suma. Um safrista aproveitou apenas 34 porcos de um total de 2.000”. Essa diminuição na oferta de porcos contemporizou e possivelmente contribuiu para  o fechamento do frigorífico Matarazzo em Jaguariaíva em 1947.
Em decorrência da redução do volume de águas, devido à seca, projetou-se a construção de uma nova usina, que seria a quarta usina construída em Jaguariaíva, pois já se fazia o uso do auxílio de um aparelho a vapor para suprir a falta de energia. (BACH, 2009, p. 76). Para Pacheco, foi Santo Scaciota quem teve a iniciativa de construir a nova usina, a uma distância de 1.000m da fábrica, para suprir a demanda que a empresa necessitava, sendo que o local escolhido foi à margem esquerda do Rio Jaguariaíva. (PACHECO, 2011, 21).
Para represar as águas do Rio Jaguariaíva foi construída a represa do Codó para abastecer a segunda usina hidroelétrica de propriedade do Matarazzo que ficou conhecida como Usina Nova, que tinha por finalidade aumentar a capacidade de produção de energia, também projetada com altitude para desviar o excedente da água do Rio Jaguariaíva para o Rio Capivari, pois detinham autorização dos órgãos governamentais em 1943. (BRASIL, Decreto nº 12392, 11 de maio de 1943).
A represa desviava a água através de canal com 2707 metros de extensão, até a câmara de carga, conduzida por uma tubulação em aço carbono de diâmetro de 1,80m, direcionada para uma turbina em formato vertical, a transmissão da turbina para o gerador era através de eixo, que acionava o gerador de corrente alternada da General Electric, com capacidade de geração de 1625Kva, com uma rotação de 400rpm, com 6900 Volts. A dependência tecnológica brasileira está refletida através da aquisição dos equipamentos pelas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, quando da compra no início do ano 1950 da turbina hidráulica de marca LEFFEL, fabrica por The James Leffel& CO, Springfield, Ohio, E.U.A., Caída Vert. 26,5 Mts, FHP 1840, RPM 400, Ano 1950, Tipo L, conforme placa afixada na parte lateral superior da turbina.
A Firma S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, assinou com a diretoria da empresa ferroviária Rede Viação Paraná – Santa Catarina, um Termo de Obrigação e Compromisso em 11 de junho de 1946, onde ficaram estabelecidas as condições para transposição de um cano de 1,10 m. de diâmetro, pela parte inferior da via férrea. Cabe destacar a sexta cláusula, na qual a concessionária se comprometeu a fornecer energia elétrica a estação e dependências da Rede em Jaguariaíva quando aumentasse o potencial da usina, ao preço cobrado pela Companhia que oferecia o fornecimento de luz e força na cidade. Esse compromisso foi cobrado em 1953, quando houve o acréscimo do potencial produtivo da nova usina. (CORRESPONDÊNCIA, 1953).
O excedente da água na câmara de carga da Usina Nova passou a ser transferida por canal e tubulação metálica por uma distância de aproximadamente 700metros, passando por baixo da linha da estrada de ferro e do rio Capivari, desaguando no canal da Usina Velha, com três comportas entre a saída e chegada, servindo para controle do fluxo de água.
Em reportagem do Jornal Diário da Tarde, da capital paranaense, datado de 17 de abril de 1952, os moradores do município de Jaguariaíva escrevem ao jornal, relatando a deficiência da energia elétrica, prejudicando o comércio, a indústria e ao povo, uma vez que a variação da corrente oscilava bruscamente, caindo de 220 para 50 volts. Relatam inclusive o black-out noturno, onde quem se arriscasse a sair à noite deveria portar lanterna e arma de fogo. (CASTRO, 1952, p. 2-6). Em matéria no mesmo jornal, do dia 23 de abril de 1952, representantes do Executivo e Legislativo jaguariaívense, agradeceram a reportagem que relatou a veracidade dos fatos quanto à precariedade do fornecimento de luz e força local pela empresa Cia. Hidroelétrica Paranapanema. (CASTRO, 1952, p. 6).
Conforme Ata da Sessão Ordinária de 17 de julho de 1953, a Câmara solicitou ao Presidente da Comissão de Abastecimento e Preços (COAP), a revisão das tarifas da Companhia Hidroelétrica Paranapanema, concessionária dos serviços de energia elétrica neste município, solicitando as seguintes informações: 1) se havia oportunidade e cabimento para um reajustamento dessas tarifas, tendo em vista, principalmente, a situação econômica dos contribuintes; 2) em que condições atualmente a Cia Hidroelétrica Paranapanema realizava seus serviços. (JAGUARIAÍVA, 1953, p. 142-142v-143).
Em Ata de Sessão Ordinária da Câmara de 16 de novembro de 1953, o vereador Jahyr Fonseca, solicitou o fornecimento de luz à cidade e pediu para que o Executivo providenciasse junto a Companhia Hidroelétrica Paranapanema sobre a melhoria do serviço de iluminação pública, pois havia diversas ruas completamente às escuras. (JAGUARIAÍVA, 1953, p. 149v-150-150v).
Em visita a Jaguariaíva a convite das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, o governador Bento Munhoz da Rocha Netto veio inaugurar à Usina Nova nas margens do rio Jaguariaíva em 26 de abril de 1953, acompanhado das lideranças da época, muitos oposicionistas seus, enquanto os aliados não estavam presentes. Em análise dos livros de registros das atas das reuniões dos vereadores da Câmara, consta uma ausência de reuniões no período compreendido entre 25 de março de 1953 a 06 de junho de 1953, (JAGUARIAÍVA, Certidão Expedida em 08 de março 2018), e nas posteriores sem qualquer menção da visita do governador.
A cidade de Jaguariaíva na temporalidade pesquisada em suas devidas proporções, em relação aos entes superiores na organização federativa, encontrou as mesmas dificuldades impostas pela precariedade e ao mesmo tempo, pela alta demanda provocada pela urbanização, tanto no setor da iluminação pública e residencial, quanto para o comércio e indústrias locais que utilizavam a força motriz da empresa concessionária; no entanto a empresa das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, que era detentora da produção da sua própria energia elétrica era autossuficiente.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na temporalidade desta pesquisa, do ponto de vista econômico, o Brasil era dependente da tecnologia estrangeira no que diz respeito a equipamentos para a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Essa tecnologia se transformou em uma mercadoria primordial para a indústria como força motriz, bem como na qualidade de vida proporcionada nas residências e, também, nas vias públicas.
Na cidade de Jaguariaíva, quatro usinas hidrelétricas foram construídas, todas pela iniciativa privada, sendo estas as usinas: do Lajeado Grande, construída num afluente do Rio Jaguariaíva; a de São Joaquim e Usina Velha localizadas no Rio Capivari, e a Usina Nova, localizada no Rio Jaguariaíva. 
Após a estatização da produção, da transmissão e da distribuição de energia elétrica, a partir de 1939, os estados da federação passaram a serem os principais investidores dessas usinas, porém, não foram percebidas significativas melhorias neste serviço devido a citada estatização.
Cabe destacar que no final da década de 1940 o Paraná tinha 22 hidrelétricas instaladas em pequenos rios, em sua maioria, de pequena capacidade, e Jaguariaíva, nesse contexto, contava com três pequenas hidrelétricas, portanto, proporcionalmente destacando-se no cenário estadual.
Nota-se que a ação estatal não surtiu efeito devido, que somente no ano de 1953 foi criado o Fundo de Eletrificação, porém, os resultados e ações de planejamento, execução, produção, transmissão, distribuição, demandaram um período considerável para efetivo retorno socioeconômico.
Constata-se vários embates na Câmara Municipal com referência a precariedade dos serviços prestados e o elevado custo da energia elétrica fornecida pela Concessionária Companhia Hidroelétrica Paranapanema.
A disponibilidade dispensada pela concessionária responsável de produção e fornecimento de energia elétrica, para uso residencial, público e força motriz, sempre esteve aquém das necessidades reais, inviabilizando a instalação de novas indústrias.
As Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, que já projetaram para instalação do frigorífico, como ponto essencial a produção desse insumo, eram autossuficientes no início. Porém, com o aumento da demanda industrial de energia elétrica, em razão da necessidade de se aumentar a produção, houve a necessidade de construção de uma segunda usina, denominada Usina Nova, que também passaria a fornecer energia aos funcionários que residiam no condomínio, e para ser utilizada na área de lazer.
Em linhas práticas, o município de Jaguariaíva, dentro do contexto nacional e estadual, foi privilegiado pela industrialização propiciada no setor de energia elétrica, em decorrência da instalação da empresa Matarazzo, que gerava sua própria energia, mesmo com toda dificuldade encontrada no que diz respeito aos investimentos nacionais, estaduais e locais. Todavia, especialmente no setor de geração de empregos, sua população usufruiu do desenvolvimento colocado à disposição através das Indústrias Matarazzo, que trabalharam dentro de um cenário precário naquela temporalidade.
Entretanto, pode-se considerar uma época difícil nas três esferas político-administrativas, como ficou demonstrado no decorrer da presente pesquisa, especialmente no período compreendido entre as décadas de 1920 e 1950, em função da falta de recursos disponíveis à época, além de contratos com cláusulas que beneficiaram demasiadamente a concessionária, concedendo isenções de impostos e privilégios, trazendo menos condições e potencial de investimento por parte da administração pública em prol da população, ainda que a empresa tenha investido consideravelmente no reforço em sua linha de transmissão para melhor atender a demanda dos munícipes em geral.
Faz-se oportuno enfatizar que o Contrato de Concessão para comercialização do fornecimento de energia elétrica tinha a duração de trinta anos, envolvendo o Município de Jaguariaíva e a Concessionária Hidroelétrica Paranapanema, que sucedeu as anteriores, sendo essas a Companhia Sul Paulista de Força e Luz; a Companhia Força e Luz de Jaguariaíva e Empresa Barros, Oliva e Cia LTDA.
Porém, nota-se que não existe nenhum indicio formal sobre o término desta concessão.
Pode-se observar, portanto, que a prestação de serviços de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no município de Jaguariaíva, no período histórico abrangido no presente trabalho, foi deficitária diante da sua demanda.
FONTES PRIMÁRIAS
BRASIL. Decreto nº 12.392, de 11 de maio de 1943. Outorga à Sociedade Anônima Indústrias Matarazzo do Paraná, concessão para o aproveitamento progressivo da energia hidráulica de uma queda d’água formada pelo desvio das águas do rio Jaguariaíva, para o Rio Capivari, no distrito de Jaguariaíva, município de igual nome, Estado do Paraná. Disponível em: <http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=7464&norma=16821>. Acesso em: 24/02/2017.
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CASTRO, Narciso Tadeu. “BLACK-OUT TOTAL EM JAGUARIAÍVA”. O comércio cerra suas portas as portas por falta de luz e quem sai a noite tem que levar lanterna e revolver. Jornal Diário da Tarde. Edição nº 17600 de 17/04/1952, página nº 2-6. Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=800074&PagFis=0&Pesq=>. Acesso em: 15 fev 2018.
CIANÊ - Companhia Nacional de Estamparia. Relatório de Energia Elétrica. s/d, 8 p.
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JAGUARIAÍVA. Câmara Municipal de Jaguariaíva. Certidão: que não constam registros de atas no período compreendido entre 22 de janeiro de 1922 a 14 de setembro de 1922. Expedida em 16 de fevereiro de 2018.
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______. Lei nº 110, Decretada e Sancionada em 02 de fevereiro de 1922 –Câmara Municipal de Jaguariaíva – Paraná. Expedida conf. Ofício nº 150/GAB/17.
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[1] Graduando em História pela Universidade Aberta do Brasil, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Polo de Jaguariaíva. E-mail: tinoadelmar@gmail.com.
[2] Mestranda pelo programa de pós-graduação em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Especialista em Metodologia do Ensino Superior e Educação a Distância pela Faculdade Educacional da Lapa (FAEL) e licenciada em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. E-mail: julianerobertasm@gmail.com.
[3] Mestranda pelo programa de pós-graduação em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), licenciada em História pela mesma instituição. E-mail: taygruber@hotmail.com.
[4]O querosene enquanto insumo para iluminação residencial e pública substituiu a partir de 1911 a utilização de óleo de oliva de origem vegetal, e a gordura de origem animal. (FRANCISCO, Wagner de Cerqueria, 2018).
[5] No mesmo ano, o engenheiro francês Aristides Berges, construiu a primeira usina hidráulica na França, produzindo energia elétrica através de uma turbina movida por uma queda d’água para funcionamento de uma serraria. (SILVA, Andréa Santos, s/d, s/p).
[6] Jornal Commercio [sic] do Paraná, de circulação estadual e publicação diária, de propriedade da empresa A. Picanço e Cia, tendo como diretor o Sr. Duarte Velloso, circulou entre 1922 a 1925.
[7] Criada partir do Caminho de Viamão, percurso principal que serviu de passagem dos tropeiros que levavam muares do Rio Grande do Sul até Sorocaba, cidade do interior de São Paulo. As datas de sua formação histórica se deram da seguinte maneira: 15 de setembro de 1823 é elevada a Freguesia, em 24 de abril de 1875 é elevada à categoria de Vila, em 21 de maio de 1892 é elevada à categoria de Município e em 05 de maio de 1905 à categoria de cidade, (JAGURIAÍVA. s/d, s/p). Em 19 de março de 1907 é elevada a Comarca. (THON; FRIZZANCO. 2007).
[8]Em 2 de fevereiro de 1922, a Câmara Municipal, conforme a Lei Municipal nº 108, autorizou o prefeito a regulamentar e fiscalizar os serviços de energia elétrica, impondo multas aos infratores que danificassem os equipamentos pertinentes à eletricidade. (JAGUARIAÍVA, Lei 108, 1922).