Revista
– Brasil na Copa do Mundo – 198 fotos contam a história do futebol brasileiro
nas Copas de 1930 a 1966, Editorial Bruguera Ltda. Rio, GB, 1966, 42 pag.
Luizinho
(Luiz Mesquita de Oliveira), ponta direita. Participou também da Copa de 1938.
Nascido no Rio de Janeiro, revelou-se para o futebol em São Paulo. Começou
atuando no C. A. Paulistano e depois no S. Paulo F. C., passando pelo
Palmeiras. Pg. 11.
Jogou
no São Paulo da Floresta durante quase toda a existência do clube, de 1930 a
1934. Luisinho ajudou o precursor do Tricolor a se firmar no meio dos times
grandes. Além de conquistar o Campeonato Paulista de 1931, o time ainda foi
vice-campeão em 1930, 1932, 1933 e 1934.
Luís
Mesquita de Oliveira ou simplesmente Luís Mesquita ou
ainda Luisinho, (Rio de Janeiro, 29 de março de 1911 — São Paulo, 27 de dezembro de 1983), foi um futebolista brasileiro que atuou
como atacante.
CARREIRA
Embora carioca, Luisinho fez carreira
no futebol de São Paulo. Começou no
Anglo-Brasileiro, em 1928, onde ficou até o ano seguinte, quando também assinou
com o Paulistano.
Fez parte
do primeiro elenco do São Paulo, onde ficou entre 1930
e 1934. Após a breve extinção desse clube, foi atuar pelo Clube Atlético
Estudantes de São Paulo (clube criado por antigos membros do São Paulo), em
1935, inclusive com status de jogador da seleção
brasileira,
pois havia sido convocado para a Copa
do Mundo de 1934.[2]
Em 1936,
iniciou sua trajetória no Palestra
Itália (atual
Palmeiras), onde ficaria até 1940. Novamente, foi convocado para a Copa do
Mundo, em 1938.
Em 1941,
retornou ao São Paulo, ficando até 1946, ano em que encerrou sua carreira. Pelo
Tricolor, Luisinho conquistou quatro títulos estaduais. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Mesquita_(futebolista)>, Acesso em 04 dez
2924.
Alfredo
Cardoso “Do meu cantinho”, em seu artigo de 1938, “Paranaenses degenerados”,
adjetiva o jogador Luisinho da Seleção Brasileira que jogou na Copa do Mundo na
França, como um dos degenerados referenciados ao longo de sua produção textual,
o autor afirma que ele é natural de Jaguariaíva.
Quem não
tem orgulho de ter nascido nesta bela cidade de Curitiba, ou mesmo ter nascido
neste Estado do Paraná, o mais novo dos estados da confederação e o qual Deus
está lhe reservando um destino glorioso?
Quem não
tem orgulho de ter sido contemplado com uma dádiva divina de ter tido por berço
uma cidade como a nossa das mais belas e mais puras da União Brasileira?
Estado
novo ainda, mas de um grande futuro. Belas moças, homens de raça varonil e
forte, onde em suas faces se lê a punica saúde. Homens e moças filhos da
caldeação de raças boas, ordeiras e laboriosas.
Estado da
federação que tem dado homens de valor em todos os ramos da atividade humana.
Poeta, homens de letras, músicos, pintores, jornalistas, políticos, oradores,
eclesiásticos, etc.
Os nossos
filhos desde o grande homem até o pequeno esportista têm feito brilhar em
leiras de ouro o nome do Paraná os grande constelação de astros do Brasil. Pois
bem meus amigos, existem paranaenses que tem vergonha de dizer que são filhos
do Paraná.
Luizinho,
o grande jogador do cartel internacional que vai a Europa defender o pavilhão
brasileiro no certame do mundo, é nascido em Jaguariaíva, é filho de
Ernesto de Oliveira, o nosso grande poeta paranaense. Pois bem, Luizinho diz em
alta voz que é paulista como se nossa gente nada vale-se frente aos filhos da
terra das Esmeraldas, esse mau filho se jata de paulista como se nossa terra
lhe envergonha-se. Outro mau paranaense é Carlos, o atacante número um do
Estudante que nasceu na Lapa, na legendaria Lapa que sérvio de reduto as
pretensões dos gaúchos.
Lapa,
Cidade conhecida no mundo inteiro pelo grande feito cognominada de legendaria;
no entanto um seu filho que devia se orgulhar de ter nascido nessa cidade de
Titans, nega como São Pedro negou Jesus na hora fatal. A isso eu chamo o beijo
de Judas e esses filhos desta terra gloriosa que negam a sua paternidade são
indignos de serem brasileiros, porque cada parcela de nossa terra é sagrada
para nós, e Carlos é filho da Lapa e filho também de Ernesto de Oliveira que
com orgulho dizia em alto e bom som que era filho desta grande terra bela e
pura.
Fica aqui
consignado o meu desgosto, porque eu nunca negaria em qualquer parte do mundo a
minha Pátria e o meu rincão nem que nascesse na Lacedemônia. Referência,
HBN-1938-Elbe Lauro Pospissil.
O local
onde o humano é parido é especificado como naturalidade, esse sentimento passou
a ser percebido com a Revolução Francesa (1789), que gerou a instituição nação,
composta por três elementos, a saber: área territorial definida; contendo
minerais e vegetais para suprir as necessidades da sua população e a língua
falada como meio de socialização interna, surgindo assim o sentimento de pertencimento,
que está condicionado em ser aceito e reconhecido, por esta comunidade, além de
ser ouvido e desejado.
A
notoriedade dos selecionados representava para o Estado cedente, externava a
sua superioridade perante os outros entes federativos, como destaque esportivo
selecionado à nação brasileira, pode ter sido o fator do registro em outro
lugar.
Observação:
Foram realizadas pesquisas no Cartório Civil em Jaguariaíva, não foi
encontrado seu registro de nascimento.
Quanto a
falta do registro de nascimento, isso era comum, entre uns dos motivos era a
falta de pecúlios dos pais para realizá-lo.
Para precisar
com maior clareza a naturalidade do jogador Luisinho, será necessário retirar a
Certidão de Nascimento no local, onde ele foi registrado, para verificação a
data de emissão desse registro.